ANTI-HEPARINA PF4, ANTICORPO (látex)

Palavras Chave
PF4
Anticorpos anti plaquetas induzida por heparina
Pesquisa anticorpos anti heparina
Jejum
- Jejum não obrigatório.
Condições
- Plasma (citrato).
Coleta Apoio
- A amostra deve ser centrifugada, separada e congelada imediatamente após a coleta.
Volume Mínimo
- 2,0 mL.
Volume Recomendável
- 3,0 mL.
Conservação Apoio
- Até 3 meses congelado.
 
Comentários
A trombocitopenia é uma complicação reconhecida da terapia com heparina. Há dois tipos
distintos de trombocitopenia induzida pela heparina (TIH): tipo I e tipo II. A TIH tipo I
é a forma mais leve e freqüente, ocorrendo em aproximadamente 20 a 25% dos pacientes
tratados com heparina. É caracterizada por uma trombocitopenia leve que geralmente inicia
precocemente após o uso da heparina. Raramente a contagem de plaquetas atinge valores
menores que 100 x 109⁄dl3. Não há eventos clínicos associados à TIH tipo I.
A TIH tipo II ocorre em 2 a 5% dos pacientes que recebem heparina, incluindo aqueles que
recebem baixas doses da droga e, até mesmo, aqueles que recebem heparina apenas para
manter permeável a via de catéteres venosos. É caracterizada por uma trombocitopenia mais
severa, frequentemente menor que 100 x 109 plaquetas⁄dl, que ocorre de quatro a quatorze
dias após o início da administração de heparina. Entretanto, pode ocorrer antes desse
período em pacientes que tenham sido expostos previamente à heparina nos últimos três
meses. Dos pacientes que desenvolvem TIH tipo II, cerca de 10% desenvolverão eventos
trombóticos.
Sempre que possível, o diagnóstico clínico de TIH tipo II deve ser confirmado através de
testes laboratoriais capazes de detectar anticorpos heparina dependentes ou antígenos
heparina⁄fator-4- plaquetário.
A presença de anticorpos heparina dependentes é detectada pelo imunoensaio ELISA. Ele
detecta a ligação dos anticorpos aos complexos multimoleculares
heparina⁄fator-4-plaquetário. É um teste de alta sensibilidade (91% a > 97%) e valor
preditivo negativo (> 95%), ou seja, um resultado negativo sugere a ausência de TIH.
Entretanto, devido à baixa especificidade (74 a 86%), o teste apresenta um valor preditivo
positivo moderado (variando entre 50 a 93%), ou seja, muitos pacientes com um teste
positivo não desenvolverão um quadro clínico de TIH ou não apresentam anticorpos heparina
dependentes. Na avaliação de um resultado de ELISA positivo é importante considerar dois
fatores: o índice de positividade e a probabilidade pré-teste de TIH. Um índice > 1.0
apresenta uma probabilidade maior de associação com a presença de anticorpos heparina
dependentes, ao passo que resultados fracamente positivos (índice entre 0.5 e 1.0) na
maioria dos pacientes são evidência contra a presença de TIH. Se o quadro clínico do
paciente é consistente com TIH e não há outra explicação para a trombocitopenia, um
resultado positivo deve ser considerado como suporte para o diagnóstico de TIH.
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